sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

O leitor de / em / para Budapeste e a análise das estruturas narrativas do romance pós-moderno



De Fellipe Marinelli, Paulo Braz e Raquel Valadares

Introdução:



À maneira como se vem tratando os estudos teóricos de literatura contemporânea, Budapeste, romance de Chico Buarque, é exemplo de uma estética multifacetada e em constante movimento. Para a realização deste trabalho, pretende-se abordar a referida a obra a partir de um estudo focado nas discussões dos aspectos estruturais e temáticos característicos de uma literatura pós-moderna.
Deste modo, procura-se, também, perceber como interagem os elementos constitutivos da narrativa no intuito de se trabalhar a questão da autoria e o papel fundamental do leitor para a construção de sentido.

Elementos da narrativa e a dupla personalidade/identidade de José Costa:



O ex-cêntrico, o off-centro: inevitavelmente identificado com o centro ao qual aspira, mas que lhe é negado. Esse é o paradoxo do pós-moderno, e muitas vezes suas imagens são tão divergentes quanto o pode sugerir essa linguagem descentralizada... (Poética do pós-modernismo, p. 88).

Antes de qualquer coisa, Budapeste é uma obra dividida. Realiza-se um jogo de espelhos, no qual o personagem principal, José Costa, é o elo de duas instâncias, que não necessariamente se opõem, mas refletem sua alteridade, parte de si que se faz outra. Diz-se assim, devido à forma como se constituem os elementos da narrativa e tal pode ser visto na própria organização do livro em capítulos ambientados, alternadamente, ora no Rio de Janeiro, ora na capital húngara.
O romance de memórias, atribuído ao escritor pós-modernista Chico Buarque, apresenta como narrador-personagem uma “persona” extremamente fragmentada, impossibilitada de contemplar/constituir por inteiro, que aceita passivamente sua condição anônima e também a de homem que vive à sombra de quem brilha.
Naturalmente, pensa-se que este homem gostaria abandonar este lugar obscuro, este espaço onde ele é simplesmente mais um dentre tantos outros, porém o que se observa é um sujeito satisfeito com obscuridade em que vive, já que a evidência, isto é, a fama, incomoda-lhe.
É impressionante, contudo, constatar que este mesmo personagem, José Costa, que se resigna a ser mais um, rejeita a idéia de uniformização, naquilo a qual julga ser de sua competência. Pode-se observar isto, quando o narrador se depara com os jovens redatores contratados por seu sócio, e treinados para a executarem as tarefas à sua imagem e semelhança, não só na maneira de estruturar os textos, mas também agir, pensar e se expressar ao seu modo, exprimindo formas pertencentes a sua identidade.



Quando me vi cercado de redatores, todos de camisas listradas como as minhas, com óculos de leitura iguais aos meus, todos com o meu penteado, meu cigarro e minha tosse, me mudei para um quartinho que estava servindo de depósito atrás da recepção. (Budapeste, p. 25).


É interessante dizer que José Costa, estando diante de qualquer situação complexa, turbulenta e conflituosa, sente a necessidade de migrar para outro ambiente, a fim de escapar e consequentemente esquecer dos problemas provocados por sua incompatibilidade momentânea com as outras pessoas e com o local.
Estes constantes e ininterruptos conflitos obrigam-no a distanciar-se de sua posição acomodada inicial e realizar a sua primeira viagem com destino ao país de língua magiar, viagem esta que iniciaria o processo de transformação em sua vida, fazendo-o abandonar a obscuridade e colocando-o numa posição de destaque.
Convém dizer que as relações de Costa se dão sempre em virtude do signo lingüístico, pois de alguma forma, ele é aquele que se oculta na linguagem: a esposa Vanda é apresentadora de noticiário televisivo, o sócio Álvaro comercializa os seus escritos, e em virtude do desespero por deglutir o idioma húngaro, fará com que se relacione com Kriska, uma contadora de histórias incumbida de lhe ensinar a nova língua.
As freqüentes fugas de José Costa, ora do Rio, ora de Budapeste, acontecem pelo fato do personagem nem conseguir enfrentar nem solucionar os problemas cotidianos e existenciais, já que se solucionados poderiam revelar a verdadeira identidade/subjetividade do sujeito camuflado pelo terno acinzentado e que escrevia para outros assinarem.
O ziguezaguear incessante de Costa entre as ruas, pontos turísticos, hotéis do Rio de Janeiro e de Budapeste apresentam arcabouços humanos distintos, possuidores de características psicológicas, emocionais e ideológicas dessemelhates. Essa metamorfose não acontece apenas por causa da significativa mudança fonêmica evidenciada no nome do personagem, de José Costa para Zsozé Kosta, na língua magiar, mas sim porque em Budapeste o personagem se depara com um ambiente libertador, próspero, colorido, e acima de tudo compatível com seu desejo de autotransformação, e sua sequidão em reviver novas experiências, tanto nas questões profissionais quanto nas afetivas.

Com a Vanda, aliás, eu nem abordava mais esse assunto, porque ela sempre tinha uma resposta para tudo (...) é verdade que a Vanda tampouco se preocupava em saber que grandes escritores eram esses que eu encontrava todo ano em congressos que ninguém noticiava (...), portanto seria estúpido relatar, sem convicção, a uma Vanda que não queria ouvir, a minha madrugada solitária em Budapeste. (Budapeste, p. 30 e 31).

Fora da Hungria não há vida, diz o provérbio, e por tomá-lo ao pé da letra Kriska nunca se interessou em saber quem tinha sido eu, o que fazia, de onde vinha (...) se Kriska me surpreendesse desatento, batia palmas e dizia: a realidade, Kósta, volta à realidade (...) e nossa realidade, além das aulas cotidianas, era a Budapeste dos fins de semana alternados em que Pisti ficava a cargo do pai. (Budapeste, p. 68 e 69).

As referências espaciais, claramente, trazem as diferenças entre os dois países (Brasil e Hungria), no entanto, mais do que simples mudanças de cenário, as diferentes ambientações sugerem variadas conformações do protagonista e da própria narrativa. O Rio de Janeiro é o espaço onde José Costa vê sua vida esmorecer, estrangeiro que é em sua própria terra; Budapeste, cidade naturalmente dividia pelo Rio Danúbio e cujo ambiente parece mais propício para o personagem, é o espaço de descoberta e transformação, onde se faz protagonista Zsose Kósta. A mudança do nome aponta, justamente, para este aspecto da obra; o nome, marca da identidade do sujeito, assim como seu perfil psicológico, está dividido, fragmentado, exemplo característico da imagem do ex-cêntrico.
As construções romanescas referentes a tempo e espaço obedecem, então, este movimento. O tempo, no Rio de Janeiro, está mais relacionado à dicotomia velocidade / estagnação, demarcada no ritmo de trabalho e preocupações próprias do protagonista, por um lado e monotonia e desistência quanto ao relacionamento desgastado de José Costa com sua esposa Vanda, por outro. Budapeste, na maior das vezes, é o espaço do aprendizado, do novo, mas também propicia conflitos para José Costa, principalmente quanto à língua, que este busca compreender.
Sendo assim, o protagonista, em suas multifaces, torna-se o elo entre as duas instâncias narrativas. Rio de Janeiro e Budapeste não são conhecidas pelo mesmo indivíduo em sua completude, mas por diferentes faces da mesma persona, já que o olhar lançado sobre si mesmo, as cidades e os acontecimentos se delineia de formas distintas.
A construção narrativa é feita em primeira pessoa pelo narrador-personagem José Costa e a sua constituição na obra é fundamental para compreender uma das discussões basilares levantadas pela obra. A questão da autoria é evidente entre as abordadas pelo texto de Chico Buarque e tal já pode ser observada na configuração do narrador-personagem, um ghost-writer. José Costa escreve para o outro como se fosse o outro, mas, irônica e inexoravelmente, sobre si mesmo, sendo o seu relacionamento com o seu ofício repleto de contradições, crises e desconfianças. “Meu nome não aparecia, lógico, eu desde sempre estive destinado à sombra, mas que palavras minhas fossem atribuídas a nomes mais e mais ilustres era estimulante, era como progredir de sombra.” (BUARQUE, p. 16); “ Naquelas horas, ver minhas obras assinadas por estranhos me dava um prazer nervoso, um tipo de ciúme ao contrário. Porque para mim, não era o sujeito quem se apossava da minha escrita, era como se eu escrevesse no caderno dele.” (BUARQUE, p. 17-18).
O “ciúme ao contrário” sentido pelo personagem é reflexo da sensação de perda do que nunca foi seu. O sentimento experimentado por José Costa torna-se ainda mais perturbador quando Álvaro, responsável pela agência em que trabalhava, decide terceirizar algumas das atividades daquele. Neste momento, os novos funcionários contratados começam a escrever como José Costa e afinal, quem havia escrito as palavras dos textos emoldurados na parede? Eu, ou o outro, se questiona o personagem.



Mas numa noite em que me encontrava sozinho na agência, vagando os olhos pela agência da sala, deparei com um artigo de jornal numa moldura barroca, e o título A Madame e o Vernáculo me pareceu familiar. Fui olhar, e era matéria recente assinada pelo presidente da Academia Brasileira de Letras, para quem por acaso eu nunca escrevera, e só podia ser coisa do rapaz. Li a primeira linha, reli e parei, tive de dar o braço a torcer; eu não saberia introduzir aquele artigo senão com aquelas palavras. Fechei os olhos, achei que poderia adivinhar a frase seguinte, e lá estava ela, tal e qual. Cobri o texto com as mãos e fui removendo os dedos a cada milímetro, fui abrindo as palavras letra a letra como jogador de pôquer filando cartas, e eram precisamente as palavras que eu esperava. Então tentei as palavras mais inesperadas, neologismos, arcaísmos, um puta que o pariu sem mais nem menos, metáforas geniais que me ocorriam de improviso, e o que mais eu concebesse já se achava ali impresso sob as minhas mãos. Era aflitivo, era como ter um interlocutor que não parasse de tirar palavras da minha boca, era uma agonia. Era ter um plagiário que me antecedesse, ter um espião dentro do crânio, um vazamento na imaginação. (Budapeste, p. 24).

O processo metaficcional de elaboração da obra faz-se por meio de várias grandes metáforas (como a explicitada no trecho destacado), que permitem observar o texto sob seu caráter auto-reflexivo. Assim, o próprio ato da escrita mantém um papel principal em Budapeste e o jogo no qual se faz a literatura perde, enfim, os limites entre realidade e ficção. A posição do protagonista como ghost-writer reitera este aspecto no que tange à problemática da autoria. A manifestação discursiva enquanto expressão da subjetividade do indivíduo torna-se material de análise no texto de Chico Buarque, já que o personagem, como enunciador, só se reconhece no outro.

Escritura e leitura na construção de sentido:



José Costa vive na sombra do anonimato e até mais do que o reconhecimento de sua identidade como escritor, de seu nome “tão impessoal” grafado em letras góticas na capa de seus livros, o prazer sentido em ver seus textos lidos por sua esposa Vanda, mesmo sem que esta saiba ser dele, já lhe causa grande aflição:



Ver a Vanda correr os olhos sobre as minhas letras, esboçar um sorriso, apreciar um texto meu sem saber que o era, seria quase como vê-la se despir sem saber que eu a estava olhando. Mas não, ela pegava o jornal e revirava as páginas, olhava umas fotografias, lia as legendas, a Vanda não tinha paciência para grandes leituras. (Budapeste, p. 103).

As palavras não adivinham seus leitores, estão sempre vulneráveis às percepções mais agudas de quem quer que seja. Vanda não pode saber quais textos foram escritos por seu marido, no entanto, seu descaso causa incômodo em José Costa. Mais instigante apresenta-se este quadro ao se tratar do episódio que relata o hipotético relacionamento entre Vanda e Kaspar Krabbe, alemão a quem se atribui à autoria da biografia O Ginógrafo, escrita por José Costa. O protagonista não concebe a ideia de que sua esposa tenha se apaixonado pelo homem que escreveu aquelas palavras “absolutamente admiráveis”, enquanto pense que elas sejam de Kaspar Krabbe.



Saí no terraço, expus a capa à luz do sol, li, reli, e o título era esse mesmo, O Ginógrafo, autor, Kaspar Krabbe. Era o meu livro. (...) Verguei o livro, com o polegar deixei correr folha a folha como um baralho, e num átimo vi passar de trás para a frente milhares de palavras ilegíveis, tal qual um formigueiro em alvoroço. Até chegar à primeira página, nua, com uma dedicatória nítida, as letras um pouco tremidas, mas garrafais: para Wanda, lembrança do nosso tête-à-tête, encantado, K. K. (Budapeste, p. 80).

As referências, mesmo, à esposa, no episódio, podem ser interpretadas de acordo com os desvios na grafia de seu nome, após o suposto encontro: “E grafou Vanda com W, para atestar que por uma noite ela tinha sido Wanda, mulher de alemão.” (BUARQUE, p. 87). O protagonista se vê atormentado por tal ideia, mais pela sua condição de sombra, de anônimo, do que pelo distanciamento de sua mulher e seu relacionamento falido. Enfim, durante uma festa de ano-novo, José Costa assume a autoria de O Ginógrafo para Vanda, no máximo de sua ansiedade e a descrição desta passagem é reveladora: “Até que a orquestra em peso produziu um acorde seco, e antes que rebentassem aplausos, morteiros e gritaria, houve um átimo de silêncio. Naquele instante oco, com uma voz que não era a minha, lhe comuniquei: o autor do livro sou eu.” (BUARQUE, p. 112).
A voz que comunica a revelação da autoria não é a de José Costa, embora ele a enuncie. A transfiguração da voz, neste momento, revela, novamente, a problematização das questões de identidade abordadas no texto.



Aquilo de que nos lembramos, aquilo que marcou nossas leituras da infância, dizia Proust (...), não é o próprio livro, mas o cenário no qual nós o lemos, as impressões que acompanharam nossa leitura. A leitura tem a ver com empatia, projeção, identificação. Ela maltrata obrigatoriamente o livro, adapta-o às preocupações do leitor. (O demônio da teoria, p. 143).

Partindo de um argumento de Proust, destacado por Antoine Compagnon, pode-se estender as perspectivas acerca do estudo analítico de Budapeste, no que diz respeito ao papel do leitor na produção de sentido em seu contato com a obra. Sobre este aspecto, o caráter metaficcional expande seu campo interpretativo, proporcionando efeito deveras interessante por meio da escritura e leitura. José Costa faz-se personagem, narrador, autor e enfim, escritor da própria obra, após descobrir que foi lançado o livro denominado Budapest (única diferença na ausência do “e” final). Neste movimento, o leitor assume papel fundamental e o jogo da literatura se completa de forma mais profunda. Ao ler a última página de Budapeste e fechar o livro, o leitor se depara com o nome Budapest, autoria de Zsose Kósta. Os contornos lúdicos que ganham a obra fazem da ficção, realidade e da realidade, ficção; Zsose Kósta (personagem fictício) assina a autoria de seu livro, está este, concreto, nas mãos do leitor, de capa furta-cor, enquanto que o leitor (real) entra em contato direto com o romance e se faz ficção.



A capa furta-cor, eu não entendia a cor daquela capa, o título Budapest, eu não entendia o nome Zsose Kósta ali impresso, eu não tinha escrito aquele livro. Eu não sabia o que estava acontecendo, aquela gente à minha volta, eu não tinha nada a ver com aquilo. Eu queria devolver o livro, mas não sabia a quem, eu o recebera de Lantos, lorant & Budai e fiquei cego. (Budapeste, p. 167).

Zsose Kósta torna-se autor do livro que, como é expresso pelo próprio, por ele não foi escrito. O desfecho irônico da obra, tendo em vista a imagem do ghost-writer e seu livro escrito por outrem desconhecido, completa o texto metaficcional, quando os objetos pertinentes à ficção constroem-se no momento da leitura.
Perspectiva similar a de Proust, referida a Ingarden, revela o papel do leitor na construção de sentido de um texto, de acordo com suas leituras anteriores e suas experiências. Sobre este aspecto, leitura e escritura coincidem, organizando-se como dois pólos interpretativos que se encontram e se fazem entender pelas “fendas” deixadas no texto literário.



O texto literário é caracterizado por sua incompletude e a literatura se realiza na leitura. A literatura tem, pois, uma existência dupla e heterogênea. Ela existe independentemente da leitura, nos textos e nas bibliotecas, em potencial, por assim dizer, mas ela se concretiza somente pela leitura. O objeto literário autêntico é a própria interação do texto com o leitor. (O demônio da teoria, p. 149).

Deste modo, a obra de Chico Buarque pode ser analisada sob o foco da discussão da autoria. Afinal, quem é o autor de Budapest? Neste sentido, é possível a ideia de que o próprio leitor tenha uma parcela de responsabilidade quanto à autoria dos livros (tanto Budapeste, quanto Budapest).



E o eminente poeta Kocsis Ferenc, por ocasião do lançamento solene de Budapest, fez questão de me saudar em público na livraria Lantos, Lorant & Budai. Bem humorado, lastimou que seus Tercetos Secretos não houvessem deveras brotado da fantasiosa pena de Zsose Kósta, fazendo rir a multidão. O autor do meu livro não sou eu, emendei, levando a multidão às gargalhadas. Não era uma piada, mas como tal foi publicado o dito no dia seguinte... (Budapeste, p. 170).

O título de Kocsis Ferenc, original e verdadeiramente “brotado da fantasiosa pena de Zsose Kósta”, é mais seu que o aclamado Budapest, obra misteriosamente dirigida a este como de sua autoria. No intricado jogo de espelhos que se constitui o texto de Chico Buarque, revela-se uma relação intertextual entre os elementos internos da obra, como nas últimas palavras do livro. “E a mulher amada, de quem eu já sorvera o leite, me deu de beber a água com que havia lavado sua blusa.” (BUARQUE, p. 174). Estas mesmas palavras são as que encerram O Ginógrafo, escritas pelo protagonista para Kaspar Krabbe e lidas pelo alemão no suposto encontro com Vanda, como pode se constatar na página 87 do livro, em passagem idêntica. Realidade e ficção, originalidade e cópia, entram em questão ao se perder tais limites.
Para José Costa, ou Zsose Kósta, o reconhecimento de sua identidade se faz pela palavra do outro, pela despersonalização. O outro o significa e por isto mesmo o personagem oscila entre Rio e Budapeste, Vanda e Kriska, Joaquinzinho e Pisti, José Costa e Zsose Kósta, O Ginógrafo (assim como todos os textos por ele escritos) e Budapest, sendo, cada uma destas instâncias, partes, não opostas, mas complementares de um todo irrecuperável, porém reivindicado pelo sujeito contemporâneo.

Conclusão:

Sendo assim, este trabalho pôde apresentar um breve estudo do livro Budapeste, de Chico Buarque de Hollanda, “obra que conta a história de José Costa, um homem que se recolhe à sombra da sua literatura, cuja escrita possui um espaço em branco para outros assinarem”. Ressaltando-se a originalidade de estilo e especialmente, o modo como o sujeito é apresentado, de maneira fragmentada e deslocada, característica comum à estética contemporânea, este trabalho buscou permear as questões referentes aos elementos da narrativa e à posição do leitor, de forma a perscrutar as diferentes possibilidades interpretativas da problemática da identidade, na referida obra.


Referências:

BUARQUE DE HOLLANDA, Chico. Budapeste. São Paulo: Companhia das Letras, 2003.

COMPAGNON, Antoine. O demônio da teoria. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2001.

HUTCHEON, Linda. Poética do pós-modernismo – História, Teoria, Ficção. Rio de Janeiro:

Imago Ed., 1991.







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